quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

"LER ESQUECIDO LIVRO"

"LER ESQUECIDO LIVRO"

Ler com dor
Esquecida, perdida
Abri um velho livro de poesias
Poemas de amor, amizades variadas
Angústias contidas, traições deslavada
Injustiças que gritam de clamores
Alguns amigos
Oportunistas desleais
Cravam os seus punhais no peito
Como farpas de madeira
Poemas de saudade
Sonhos ideais que não foram realizados
E ficaram como cristais nas gavetas da esperança.
Amores idealizados esfumaçaram no ar como nuvens.
Pétalas de flores, amores esquecidos.
Nas páginas do velho livro
Sinto no tempo que passou
Que a saudade ficou com os sonhos
Nas gavetas fechadas.
Secaram as lágrimas que ao longo do tempo
Meus olhos inundaram como por encantamento
Esvaiu-se aquele dia de dor nas asas do pensamento.
Senti que as forças renovadas com as flores secas
Que restaram, de um jardim rejuvenescido de dor e despertado.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sábado, 25 de janeiro de 2014

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

" POESIA"

 " DOCE POESIA"

Poesia feita no coração pelos teus beijos
Lábios e boca que eu tanto amo
Pedaços de mim perdidos nos teus braços
Rastros do meu corpo, onde deixaste sinais.

Lágrimas tortas, mortas, escritas na alma
Amor ardente, frio, morto de repente, renascido no cais
Mergulhado, reinventado, transformado
Sinto o teu cheiro, perfume, aroma no meu corpo gelado

Beijos selados, marcados, quentes, suaves
Sussurras palavras ao meu ouvido de amor.
És um jardim, uma flor perfumada
Sou o teu sangue, a tua metade
Somente nos teus braços sou feliz "dizes tu".

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

MANHAS DE FRIO

MANHAS DE FRIO

Inverno frio
Chega de mansinho
Manhãs ensolaradas
De ventos suaves.
Noites melancólicas
Voam em pensamentos
Procuram um momento
Uma lembrança.
Essência de amor
Ausência de dor
Alma que se desnuda diante da paixão.
Quatro paredes quentes
Doces de ternura
Adorno dos teus beijos
Mimos e sorrisos.
Adormeço no dias longos
Horas lentas
Como um rio que transborda de agonia.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

MINHA TUA

 MINHA TUA

Meu amor
A tua boca e a minha
Os teus beijos e os meus
Os teus braços e os meus
São o coração
Porto seguro
Anseios, dores
Onde eu entro
Moro, amo
Tranca-me nos teus sonhos
Nos teus segredos, em ti
Afoga-me
Nos teus loucos desejos
Profundeza do teu olhar
Noites embriagadas onde..
Beberemos amor e vinho do porto
Com lágrimas de alegria e felicidade
Onde sacias a fome de beijos
Aprazas-me com os ecos do silêncio
Completas-me com a tua metade
Eu nunca mais me sentirei só meu amor.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


domingo, 12 de janeiro de 2014

"PEDAÇOS"

"PEDAÇOS"

Pedaço desconfiado
Movimento perpétuo
Velocidade da alma
Caminho infinito
Somam dividem
Subtraem multiplicam
Partículas de ilusão
Atropelam esvaziam
Lágrimas do céu
Nuvens de pranto
Solidão à janela
Canto da saudade
Ouvidos e gemidos
Sussurros e risadas
Folhas no lamaçal
Onde eu caí molhada no chão.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sábado, 11 de janeiro de 2014

Carta simples....Amo-te António....

Carta simples...

Amo-te António...gosto de ti..
Como eu gosto de ti..talvez tu não saibas
Como é bom envelhecer contigo
Aconchegar as tuas costas, quando adormeces no sofá.
Esperar-te à noite sobre a nossa cama velhinha de ferro.

Creio que foi o teu olhar, que eu quis navegar.
Quando te conheci e te vi...eras tão bonito e continuas a sê-lo.
Foi amor à primeira vista, um encantamento....
um deslumbramento, de uma miúda de 17 anos....

Passados todos estes anos (29-vinte e nove anos) de casados,
(10-dez meses) de namoro, cá estamos nós meu amor...
na luta da vida que nunca foi facil, ouve alturas que
as dores e sofrimento, a necessidade, a falta de tantas coisas,
más decisões, más escolhas, trouxeram-nos muitos dissabores.

A nossa vida foi feita com alegria, amor, esperança e muita fé.
Passámos por privações muito dolorosas e no final ficámos
mais fortes, mais unidos e muito mais apaixonados...
Muitas vezes gosto de observar-te, sem que dês por ela,
olho para ti em silêncio, és o homem que amo e desejo.

És um pégaso meigo, honesto, apaixonado, ciumento
possesivo e eu sou como um cavalo selvagem,
que não consegues domar e isso que completa-nos
tão diferentes e ao mesmo tempo tão iguais, como
uma tempestade de vento e chuva que acalma de repente.

Gosto de beijar-te com ternura enquanto vemos um filme,
talvez seja melhor fazermos amor..foste apanhado
gosto de irritar-te, de provocar-te eu sei....
afinal estamos a envelhecer, mas não estamos gastos para o amor.

Onde estão as nossas memórias, os sonhos esquecidos
guardados, a nossa prioridade são os nossos filhos,
lindos perfeitos que Deus nos deu ...uma grande bênção.
Afinal eles são o maior tesouro que conseguimos juntar,
oito (8) diamantes......
cinco meninas e três rapazes que são o nosso orgulho..

Eu sei que amas-me, que te revês nas minhas rugas,
na minha fuga do tempo.... vamos ser velhos,
amigos, cúmplices, amantes, companheiros, apaixonados
de tantos invernos, de tantas primaveras, de tantos sorrisos
de tantas alegrias e tristezas, de tantas aventuras

Afinal, ainda não temos netos, eu sei, tu, tal como eu gostaríamos
de os conhecer, mas temos que ficar à espera ...
depois meu amor, ficar contigo e morrer no teu sorriso...António!!!

Maria Isabel Morais Ribeiro da Fonseca..!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

"SONHO VIVO"

"SONHO VIVO"

Vivi e vivo, para sonhar,  para amar
Sonhei que escrevia na areia
Um poema nas ondas deste mar
Memórias perdidas, deitadas ao vento
Poesia atirada para as trevas da noite
Vozes que serão silenciadas nos olhos
Do desejo, da fome, de um beijo, um abraço
Revelam-se na tempestade aos ventos na emoção
Palavras arrumadas feitas em poesia da razão
Luz resplandecente para quem sente e vê
Com alma e coração, as lágrimas escritas no papel.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

"ESPERANÇA"

"ESPERANÇA"

Rasguei-me muitas vezes
Onde consumi-me de mim mesma
Olhei para o infinito esqueci a minha alma
Perdi-me no silêncio que há em mim
Hoje recolho a energia que ficou no caminho
Espremo tudo que não presta em mim
Expectativas, são que jamais o céu deixe brilhar
Que a minha alma estremeça sempre que veja o sol.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


sábado, 4 de janeiro de 2014

LUAS ESQUECIDAS

 LUAS ESQUECIDAS

Luas perdidas, esquecidas
Encantadas, sentidas
Sereias transformadas
Embaladas pelas ondas do mar
Deixo o vento por alguns instantes
Levar as palavras escritas em sonhos
No meio de ilusões
Pensamentos de amor
Amo-te hoje e amanhã
Pois eu vejo-me
No teu reflexo e tu estás em mim
Como o néctar das flores
Onde as abelhas
Procuram o pólen para o mel
Luas que brilham na noite escura onde
Se perderam e encontraram-se dois corações

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ FOSTE ♥ ♥

FOSTE

Foste um sonho
..... Que passou
Uma lágrima
...... Que deixei cair
Numa tarde quente
......Foste uma utopia
Foste um segredo
..... E uma verdade
Nas palavras
.....Nos silêncios
Que calaram-se
.........Foste tudo
Foste nada
.....De
Uma morte anunciada

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

SENHOR

 SENHOR

Senhor, dá-me a tua paz para a minha agitação.
Dá-me a tua luz na escuridão do meu caminho.
Dá-me a tua força na minha saúde que anda debilitada.
Senhor, renova o meu elo comigo.
Eu sinto a tua presença e descobri que tinha-me afastado de Ti.
Lava a minha vida, transforma-me em barro novo.
Faz-me renascer nesse novo dia para a vida em abundância
Da felicidade que eu mereço em ser tua filha
Deixa-me sentir a tua presença.
Basta uma faísca de tua luz para iluminar toda a minha vida.
Sinto-me inundada de esperança e de paz,
As minhas lágrimas lavaram a minha alma,
E agora eu posso seguir-te no teu caminho,
Meu amigo e amado Jesus.!

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

ANJOS PINTADOS

 ANJOS PINTADOS

Chuva de anjos
Num jardim perfumado
Pérolas de orvalho num belo galho
Gotas de lágrimas que caem no chão
Brinca a alma de palavras soltas
Pintei a parede de estrelas passou o vento
Levou-me com ele, deixo-me livre
Senti-me como um árvore despida
De folhas, de frutos, de flores
Inverno gelado na mente, no corpo
Ventos frios alcançam o coração
Lágrimas de dor, orvalho de cor.
  
Isabel Morais Ribeiro Fonseca