sexta-feira, 26 de setembro de 2014

VISITEI A MINHA ALMA

VISITEI A MINHA ALMA

Mãos que escrevem ciberneticamente,
Instrumentos de mau hálito da morte
Grades de ferro tapam a alma
Fiz uma verdadeira revolução
Quando visitei a minha alma
Tinha-se afundado no egoísmo
O véu descortinou-se na miséria
Instalando-se na servidão da incoerência
Enraizados no corpo, na mente
Penitências às quais fique submetido
Nos porões da inconsciência
Submundo da própria ignorância
Somente através do auto perdão
Obtêm-se a luz do deslumbramento
Ouvem-se passos vazios na escuridão
Anjos perdidos, esquecidos na penumbra
Vivem nas sombras do mundo obscuro
Toque das mãos frias, abraços de gelo
Alma assombrada que jaz de recordações
Caminho de uma paixão ou de entrega.
Donde fiz uma verdadeira revolução
Quando, quando visitei a minha alma!

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

MÃE É SER MÃE.


 MÃE É SER MÃE.

Ninguém é Capaz de amar-te..
como a tua mãe!!
Ter mãe é o melhor do mundo!
Ela abraça-te e beija-te...
e diz que ama-te!
E eu digo que amo-te....
muito minha querida mãe!

Isabel Ribeiro Fonseca

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

REINVENTO-ME NO LIVRO DA VIDA


REINVENTO-ME NO LIVRO DA VIDA

Reinvento-me no livro da vida em cada palavra
Que escrevo, que leio, com amor, com dor
Devagarinho, escrevo minha vida em cada palavra solta
Escrita, dita em voz alta ao vento no tempo
Quero acreditar que ainda posso voar...
na tempestade forte da vida
Eu sei que quase tudo que escrevo é para ti...
Meu amor, meu amigo.
Julgamos que a vida nos pertence que já é um dado
Mais que adquirido.
Mas a vida não nos pertence e tem os seus dias cinzentos
Quando não são escuros.
És o meu sol e sempre foste tu…
O único que iluminas a minha vida...
Na escuridão das noites frias.
Às vezes reclamas a minha falta de atenção para contigo,
Afinal sempre gostaste do que eu escrevo.
Uma depressão tirou-me a luz e fez a minha vida
Naufragar no mais fundo deste mar de angústia...
Que não me deixa chegar ao porto para ancorar este barco...
Que é o meu corpo doente encalhado em alto mar...
A minha vida tomou um rumo triste, cinzento, negro.
As cores foram desaparecendo nos dias em que a dor muitas vezes não me larga.
Sofro muitos revês, muitas noites de insônias...
Muitas manhãs em que a única...
Vontade é voltar a fechar os olhos e esquecer que existo.
São dias muito complicados....
com muitas lágrimas....muitas desilusões
Muitas dores....
Emocionais que quase me fazem desistir de tudo...
Mas tu estás sempre presente,
Acreditas que o amanhã me trará uma aurora mais bonita…
Talvez mais serena com um pouco de paz.
Sempre acreditas-te na minha força em recuperar...
E em ter de volta a minha vida...
Não deixas-me desistir de lutar, obrigas-me a dar
Mais um passo em frente.
Confesso que este ano tem sido doloroso estou tão cansada
De toda esta minha tormenta...
Quero recomeçar ou melhor recuperar minha vida ……
E deixar para trás todos estes meses de dor
Obrigado meu amor.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

LIVRO FECHADO

LIVRO FECHADO

Escrevo um livro fechado
Com as páginas intactas
A minha alma é um cadáver
Que foi pedir sonhos aos mortos
Sem medos sem culpas
Quer se faça dia, ou noite de trevas
Presságios fúnebres de noturnas preces
Leva adiante de pávidos rostos abaixo do mar
A sombra de uma só covardia de sossego
Desfeita em desassossego
Pedras geladas, fragas raras, mármore precioso
Oh morte leva contigo o perfume das flores
Dos cravos, das rosas
Estás aqui comigo, oh morte na sombra deste sol quente
Escrevo que a minha alma é um cadáver
Para pedir um sonho aos mortos
Afinal os vivos não me ouvem ou fingem não ouvir
Que ninguém rasgue os livros escritos nas folhas do sonho
Feita de poemas cheios de amor e dor.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Esta é a minha família

                                                             foto de 2014