quarta-feira, 30 de abril de 2014

"MEMÓRIA"

"MEMÓRIA"

Nos estendais espalhados.
..........Espalhados da minha memória.
Desfraldam com os ventos.
.........Com ventos da saudade.
Do teu beijo, abraço, carinho
..........Depositei no teu peito.
Toda a minha desnudes.
..........Senti o aroma do teu corpo.
Um perfume doce, doce suave.
............Onde jazia o desejo
Ensurdecedor, da nossa história

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

terça-feira, 22 de abril de 2014

NASCENTE

 NASCENTE

........Nasces-te em mim
Água pura centro da alma
..........Noite escura
Silenciosa, calma
........Gota frágil
Corrente de uma cascata
......Água que lava-me
Suave carícia
......Pedaços do meu ser
Lago de águas tranquilas
..........Afagas-me e adormeces
Grão de areia
.......Pedaço de fraga perdida
Vagueado à deriva
..............Lágrimas do teu rio
Letra vazia
..........Essência das palavras
Frases sentidas por páginas
.........Derramadas neste oceano imenso
Corrente que há de fazer-se ao mar.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sábado, 19 de abril de 2014

DOR ESTRANHA E DOLOROSA

DOR ESTRANHA E DOLOROSA

Entranhas dolorosas
No ventre a caminho do mar
Penumbra da tarde, tarde fresca
Onde foge pelos dedos, dedos de uma mão
Calejada, dorida de um corpo exausto
Feita de ausências de rasgos na pele
Noites perdidas, quentes, cruéis, nostálgicas
Entranhas dolorosas, no ventre a caminho do mar
Sonhos de mágoas, escondidas no peito
Deixadas ao relento, onde a morte persegue
A todos aqueles que tentam fugir dela
Rasgam a carne é a tempestade
Sombras da noite, do sol, murmúrios de dor
Surdos em palavras, vozes antigas, réstias de neblina
Memórias rasgadas atiradas ao tempo, ao vento
Atravessadas por serras, onde os lobos escutam a dor e o lamento
Nas manhãs de orvalho, no pensamento, dos que partiram.
Sem levarem nada, nada além da roupa vestida imposta
Das saudades, das vozes, nostálgicas no silêncio de uma ave
Vindas, idas das voltas da penumbra da tarde fresca, fugida.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

terça-feira, 15 de abril de 2014

JÁ NÃO FUMO

 JÁ NÃO FUMO

Fumo um cigarro entre o quarto
Passando pela sala, chego à cozinha
Abro uma garrafa de vinho
Para o jantar, verto para o copo.
Dou um gole que doce aroma tem este vinho
Deixa um travo suave aromatizado doce
Chegas e dás-me um beijo que bom
Falamos e bebemos como dois amantes
Imaginando-nos longe.....longe
Numa cabana onde a neve cai lá fora, cá dentro está calor
Sabe tão bem o calor da lareira a arder, o cheiro da lenha
Somos chamados à realidade, pela voz das crianças com fome
Estão à espera do jantar
São e serão sempre os nossos amores.....eternos.
Eternos como as noites que os fizemos
Com tanto carinho.....amor.....e desejo.
O jantar está pronto....bebamos o néctar dos deuses
Fumo um cigarro...ou talvez não.... afinal não fumo à muitos anos.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sábado, 12 de abril de 2014

ZELAI OH MORTE

ZELAI OH MORTE

Zelai-me oh morte, zelai por mim.
Alivia a minha dor
Amigo amado de cajado na mão
Abençoa-me em cada etapa...
Da minha caminhada.
Oh morte quanto te sinto até me dás medo
À beira da praia está o mar sereno
Nem ondas, nem uma aragem.
Onde o receio belisca-me
E o contratempo revolta-me.
Tentação diabólica, reboliço da mente
Agruras do ego, causas alheias
Invertendo o sentido, a condição da morte
Foice afiada de uma ladeira, talvez uma descida
Do sossego,  ainda cedo
Oh morte, vai-te maldita, vil, cruel, desprezível
Deixa-me não tornes a vir para atormentar-me
Velai-me oh morte
Zelai por mim, alivia-me a dor.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

segunda-feira, 7 de abril de 2014

DESEJO TUDO

 DESEJO TUDO

O meu desejo por ti é maior que tudo
A minha vontade de sentir-te é tudo
O teu corpo quente não tem limites
Espero-te na minha cama de cetim
Perdida no caminho de flores calorosas
............No meu jardim
A minha alma aquecida, adormecida
..........Pelo teu amor belo e tímido
Os pássaros noturnos cantam uma melodia
Vozes sussurram o teu nome nos meus ouvidos
...........Eu desejo o teu ardor
Como o Sol deseja o teu corpo junto ao meu
A beleza da alma esta refletida no meu coração
...........Eu já não respiro mais o ar
Apenas tu meu amor completas-me
O veneno do cálice não me atinge
...........Porque tu me deixaste imune
Bebamos o doce vinho com prazer amor
O meu desejo por ti é maior que tudo
A minha vontade de sentir-te é tudo.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


sexta-feira, 4 de abril de 2014

AREIA BRANCA

AREIA BRANCA

A tristeza e a morte
............Tomam conta de tudo
Não eram os lírios brancos
.............Caídos na areia da praia
Eram rosas brancas
...........Na areia prateada da noite
Não eram lírios, nem rosas
.............Era a tua sombra, o teu aroma
que perfumava a areia da praia
............Vagueava pelas sombras à procura de paz
Almas perdidas, corpos caídos, corações dilacerados.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


quinta-feira, 3 de abril de 2014

HOJE A NOSTALGIA BATEU

Hoje a nostalgia bateu forte.
48 anos...faço um balanço da minha vida.
Perguntas muitas.
Respostas......tristes......incertas.
Sonhos desfeitos....projetos a meio
Mas os abraços e beijinhos dos filhotes
Do marido já me fizeram sorrir.
Hoje é aquele dia que todos temos uma vez por ano.
Sou uma bébé, uma recém-nascida.
Uma criança de novo ...que bom
Faz hoje 48 anos que nasceu esta menina grande, cheia de sonhos.
Sim hoje é o meu aniversário
Hoje os meus amores não deixaram esquecer-me de mim.
O dia amanheceu....talvez como eu queria...rodeada de amor.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

    Eu e a minha família.......(8) oito filhos lindos ...e um marido maravilhoso..!