terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

"ESCANINHOS"

"ESCANINHOS"

Perspectiva em fúria
Saciada eternidade
Consumistas mutilados
Abutres feitos em momentos
Provérbios refletidos
Devoram os escaninhos
Tantas vezes ocultos
Verdades inversas
De quem cala
E não consente
Na vastidão do corpo
Do mistério da alma
Por lapso do tempo
Compasso de espera.
Mesquinho vizinho
Enlouquecido crepúsculo
Candeeiro ilumina o cemitério
Tristeza, choro, mar de infelicidade
Saudade, dor insignificante
Medo sobressaltado
Indiferença de quem não tem
Descaminho desalinhado, espinho alinhado.
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

SUSSURRO NA ALMA

SUSSURRO NA ALMA

As únicas palavras que agora consigo-te dizer
É.............."Amo-te meu amor".....
Sussurro na tua alma, com a voz adormecia.
Molhada com a água salgada do teu corpo.
Acordo com a tua voz ressonante nos meus ouvidos.
Amar-te por entre o cerrar dos meus olhos.
Acordo a tentar encontrar em ti
A cumplicidade da nossa paixão.
Casco de um navio enterrado numa praia deserta
Onde ainda agora batizei com o teu nome
São lascas de exígua felicidade, eu sei
Mas este respirar sufocante que me acorda hoje
Faz-me acreditar no que sinto por ti
Sussurro na tua alma, com a voz adormecida
As únicas palavras que eu consigo-te dizer é, meu amor.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

"OLHOS"


"OLHOS"

Porque dormem
Choram
Os meus olhos
Procurei os teus junto ao mar
Esperei junto à areia
Que me encontrasses a chorar
De saudade, sem medo
Maresia doce
Bravas ondas
Escrevi na areia
Esperei que lesses
Mas as ondas apagaram o que escrevi
O que tu nunca irás ler
Embalsamei as minhas lágrimas
Morri um pouco talvez
Tira-me o fôlego
Com uma a frase de amor
Porque choram os meus olhos
Se eu encontrei os teus junto ao mar.
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca