segunda-feira, 30 de setembro de 2013

O AMOR

 O AMOR

O amor é como a chuva
Que podemos sentir
Amar é sentir, sorrir e chorar
Não desperdice a oportunidade de ser feliz
Amar é entregar-se de corpo e alma.
Valorize as pessoas que amam-te

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

domingo, 29 de setembro de 2013

Baú de memórias 8


Hoje a minha avó e a minha mãe,
vão cozer o pão,e eu vou ver,
a minha avó fazia um pão de centeio,
que era de chorar por mais,era tão macio e suculento,
que ainda hoje me lembro,do seu sabor,
fazia uns bolinhos de azeite,
que me deixavam com água na boca,
eram tão bons........,
lá está o meu avô,
sentado à porta da taberna,
chamou-me para me dar os rebuçados,
eram uns rebuçados tão pequeninos,
que chamávamos-lhe "mata-ratos".
O meu avó era um homem muito respeitado,
e muito duro,como todos os homens do campo,
tinha uma perna ferida,a roda de uma carroça,
tinha lhe passado por cima da perna,nunca mais ficou boa.
Foi com ele, que eu aprendi a gostar de presunto,de queijo,
era com ele que eu andava de cavalo, 
a regar a horta ,apanhar castanhas,
pareço que ainda o estou a ouvir,
"Anda cá rapariga, senta-te e come.",
era um homem justo, duro,como a vida no campo.!
Isabel Ribeiro Fonseca.


sábado, 28 de setembro de 2013

"CHUVA NO TELHADO"

"CHUVA NO TELHADO"

Cai a chuva no telhado
Chuva fria, que cai sem culpa
Gotas que passam, sem deixar marcas
Molham a terra, molham as flores
Deste jardim encantado
Incerteza de um belo dia
Abençoado pelo amor
Essa chuva miudinha
Faz um sorriso de alegria
Quando a noite chegar
Não conseguirei ver as estrelas
Bate a chuva na janela
Queria dormir com ela aberta
Chuva fria deste outono
Talvez volte amanhã, molhe o meu coração com muita alegria.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

VIRGEM MARIA

Virgem Maria, Mãe de Jesus,
Dá-me um pouco de tua força para minha fraqueza.
Um pouco da tua coragem para o meu desalento.
Um pouco da tua compreensão para o meu problema.
Um pouco da tua plenitude para o meu vazio.
Um pouco da tua rosa para o meu espinho.
Um pouco da tua certeza para a minha dúvida.
Um pouco do teu sol para o meu inverno.
Um pouco da tua disponibilidade para o meu cansaço.
Um pouco do teu rumo infinito para o meu extravio.
Um pouco da tua neve para o barro do meu pecado.
Um pouco da tua luminosidade para a minha noite.
Um pouco da tua alegria para a minha tristeza.
Um pouco da tua sabedoria para a minha ignorância.
Um pouco do teu amor para o meu rancor.
Um pouco da tua pureza para o meu pecado.
Um pouco da tua vida para a minha morte.
Um pouco da tua transparência para o meu escuro.
Um pouco do teu Filho Jesus para este teu filho pecador.
Com esses poucos, Senhora, eu terei tudo!

CAMÉLIAS

CAMÉLIAS

Belas e frescas
As minhas Camélias
Camélias lindas e belas que eu tanto amo
Camélias que já enfeitam este outono
Amo vê-las bem cedo
Molhadas pelo orvalho
São flores que vem para dar cor e ofuscar
Os ventos frios desta estação.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca.


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

TALVEZ NÃO OU SIM

 TALVEZ NÃO OU SIM

Será que somos loucos ou não
Alguém sabe dizer-me
Que eu não sei, qual será o grau da loucura
Da prisão em que nos encontramos
Que prisão é esta?
Sem correntes, sem grades
Sem portas, sem muros, sem guardas
Fechados estamos num corpo
Numa mente que talvez não seja a nossa
Que loucura é essa?
Que desconhece o caminho para onde vai
Seremos loucos ou são.?

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


terça-feira, 24 de setembro de 2013

BRINDEMOS JUNTOS

 BRINDEMOS JUNTOS

Meu amor brindemos juntos
Com uma taça de vinho do porto
Que eu tanto gosto e tu aprecias
Depois em forma, de poesia escrita num livro
Ama-me sem medo meu amor
Com este teu sorriso, este teu olhar
Com essa tua energia que transpareces
Aquece este meu corpo gelado por dentro
Queima-me o coração sem reservas
Vem amor até mim com o teu calor
Sem pudor, deixa-me sentir-te
Amor deixa-me sem forças
Faz-me vibrar com amor e paixão
Estou a tua espera meu amor
Vem ama-me sem medo meu querido
Que eu farei de ti o homem mais feliz e eu a mulher
Que se entregou de corpo e alma
Sem medo, sem reservas, brindemos meu amor.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

TARDE DE OUTONO


TARDE DE OUTONO

Tarde quente de outono
Caiem as folhas
Secas desta tarde
Tarde pintada
Tão colorida
Acabou o verão
Folhas caídas pintadas e belas
Sem terem pintor
É a mão de Deus que as pinta
Nunca as vi com tanta cor.
Se é de morte ou de vida
Só Deus sabe
Não é comigo que sou uma pobre alma
Que gosta de ver
As folhas das vinhas
Das árvores nuas e despidas
Eu sei é que nunca vi tantas cores
Tanta beleza nas folhas caídas no chão.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca



domingo, 22 de setembro de 2013

BEIJO TEU.

 BEIJO TEU

Hoje acordei
A sentir a falta de um abraço
E um beijo teu
De uma palavra de carinho.
De sentir a falta da tua presença e do teu sorriso.
De sentir o teu olhar e sentir o doce do teu beijo.
Beijar-te até ficar sem fôlego
Hoje eu só queria olhar-te e abraçar-te.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


sábado, 21 de setembro de 2013

MINHA QUERIDA MÃE


Minha querida mãe
Rogai por nós
Debaixo do teu manto quero estar.


Isabel Morais Ribeiro Fonseca

SENTIMENTOS

SENTIMENTOS

Sinto um sentimento
Que sufoca-me
Neste vazio que não se define
Desta dor interna que oprime-me
Esta solidão
Toma conta da minha alma
Paixão avassaladora
Que fica longa e distante
Com a tua ausência
A minha alma está reclusa
Presa de mim mesma
Adormece meu amor
Eu estarei à tua espera.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Ame e seja feliz..

Ame e seja feliz..

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

HÁ PESSOAS


Há pessoas
........Que amamos
Que nos mentem
.........Que nos magoam
Que nos iludem
.........Que nos enganam
Que nos traem
........E muitas vezes
Acham que pedir
....Desculpas vai fazer esquecer.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

VELHO PASTOR

 VELHO PASTOR

Canta o velho pastor
Viajante, solitário
Que sente o silencioso vento da serra
Nos vales e prados dos montes
Nos ramos das giestas, estevas
Das passagens
Trilhos ou caminhos
Deste sol do fim do verão
Perfumado, triste
Como os dias passados na serra com a cria.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

 

Casa senhorial muito bela,....


Casa senhorial
Muito bela
Velha
Escura
Perdida
Vazia
Escondida
De gritos de dor
De angústia e de mágoa.

Isabel Ribeiro Fonseca.
Quinta dos salgueiros...Antas anos 80.


Estadio das Antas ...onde se vê a casa senhorial quinta dos salgueiros....

ALECRIM

 ALECRIM

Capela perfumada
De alecrim
Perdida na serra
Mas não esquecida
Nos montes
Entre os castanheiros
Oliveiras
Estevas
Giestas floridas
Dos aromas silvestres
Com asas de anjo
Lindos e belos.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

OLHO PARA MIM


Olho para  mim
E não me reconheço
Se o espelho da minha casa
Mostrasse a minha alma
Eu também não me reconheceria?
Quem sou eu afinal?

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

SENHOR

Senhor
Mais um novo dia que acaba de nascer
Hoje queria pedir-te por todos aqueles
Homens e mulheres que estão cansados de viver
Para quem a perspectiva de viver é um drama
Têm os olhos cansados
Não são capazes de aguentar a luz do dia.
Estão traumatizados pelas lágrimas do desgosto
Que sofreram desilusões e traições
Que confiaram em alguém ou em alguma coisa
E essa confiança foi defraudada
Que ao longo deste dia alguém lhes faça sentir
Que tu és aquele em quem eles podem confiar.
Quando nós choramos Deus enxuga as nossas lágrimas.

TROCAR

 TROCAR

Quem não gosta
De trocar a noite pelo dia.
Dormir de dia é um prazer
Dormir de noite é heresia
Não é insônia é rebeldia
O meu querido anjo mandou-me
Nascer de madrugada já de manhãzinha
Mas eu nasci as dez da manha
           ***
 Numa noite num dia de lua cheia. Será ?
 Ai que doença esta a minha.

  Isabel Morais Ribeiro Fonseca

SEGURANÇA


Nos teus braços
Sinto a segurança
Como se estivesse
No meio da tempestade.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

domingo, 15 de setembro de 2013

Oração de São Bernardino de Sena


Oração de São Bernardino de Sena
Deus, nosso Pai, dai-nos a exemplo de São Bernardino
Um espírito de sabedoria e de revelação
Para que realmente possamos conhecer e amar a Jesus
Nosso Salvador. Iluminai-nos para que vos confessemos com nossa vida
E em virtude do Santo Nome de Jesus, vosso Filho
exorcizemos os males que atentam contra a saúde de nosso corpo e de nosso espírito.
Pelo poder do nome de Jesus, afastai de nós o egoísmo, o ódio, a vingança, a indiferença.
Livrai-nos de toda mentira e de toda malícia; voltai nosso coração para acolher e servir nossos semelhantes.


Amém.

RECANTOS


 RECANTOS

Recantos
Do meu corpo
Recantos
Da minha dor
Reflexos
Da minha alma,
Que se vê na água da fonte.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

OS CORVOS

 OS CORVOS

Voam os corvos ao teu redor
Sentem o aroma da dor
Da morte, da escuridão
Voam os corvos perdidos no tempo
Intriguistas, mesquinhos
Senhores do mundo
Ladrões de sonhos
De ilusões
Esquecidas sentidas
Na serra tão longe
De quem quer achar
Que os feitiços, são reais
Não passam de tristes momentos
De solidão e mágoa
Voam os corvos
Pelos montes e serras do nosso querido Portugal

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

                                       

                

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

"VIDA MINHA"

"VIDA MINHA"

Ama-me mesmo distante
Fria, zangada, triste
Eu sem ti não sei viver
Tu és o ar que respiro
És o sol, a lua, as estrelas
O mar e as suas ondas
És o sangue que corre nas minhas veias
Ama-me mesmo que eu te pareça infeliz
Ama-me mesmo que eu não mereça
Eu amo-te mais que tudo na vida.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

 

ORAÇÃO-SENHOR

 SENHOR

Senhor, hoje vou bater à tua porta em busca de um abrigo
Para que tu me aceites como uma humilde servidora que sou
Quero pedir-te perdão, estou à porta e tu deixaste-me entrar
Abriste o teu coração e deste-me um pedaço do Céu.
Olhei para os teus olhos, senti as tuas mãos feridas
Do amor que tens por nós.
Quantas noites frias de solidão que passamos
Porque temos medo do teu amor.
A coroa de espinhos que feriram-te era minha Senhor.
Deixe brilhar o que vem do céu ele é o caminho
E a paz que nos traz quando lhe abrimos a porta.
Obrigado por me abrires a porta e perdoa-me
Por ter a minha porta fechada Senhor

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

"LONGE DE TI"

 "LONGE DE TI"

Já não conheço o meu rosto
Já não conheço o teu rosto
Não quero morrer longe de ti
E tu não morras longe de mim.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca