sexta-feira, 18 de julho de 2014

"ROSAS DO DESERTO"

"ROSAS DO DESERTO"

Rosas do deserto, olhos em Gaza
Na infância perdida, entre escombros
Rosas brancas cheias de dor
Crianças vendidas, escravizadas
A dor que fica nos olhos aflitos
Nas mãos em súplica
Rosas vermelhas amaldiçoadas
Com seus corpos fragilizados...
Muitas vezes mutilados
Rosas negras de luto
Mães que choram os seus filhos assassinados
Corpos inertes no chão do sangue derramado
Com os seus maridos presos
Guerra cruel, insana, movida pela estupidez humana
Rosas de um sol escaldante das duas metades de Jerusalém
Rosas de um ventre puro, numa Terra Santa amaldiçoada
Rosas vivas de dor, de luto, de morte
Estampadas no olhar sofrido destas rosas negras
Rosas que choram lágrimas vivas de sangue neste mar mediterrâneo
Rosas negras violadas, apedrejadas sem dó, nem piedade
Por almas desassossegadas, impuras e malditas
Rosas brancas, vermelhas, negras
Nas terras onde andou e profetizou Jesus Cristo.
Rosas perfumadas pelo terror desta humanidade
E pela desumana inconsciência
Corpos espalhados nesta terra impura
destroçada pelo ódio
Que fecham os olhos com medo e para não serem vistos
Até quando os olhos se fecharão para não ver ?.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

terça-feira, 15 de julho de 2014

A minha alma gritava e rasgava de dor .

A minha alma gritava e rasgava de dor .
O meu corpo descosia as linhas cerzidas.
Onde eu remendava a minha desalinhada mente.!
(¯`v´¯)
`*.¸.*´
¸.•´
(¸.?????
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 9 de julho de 2014

"MEMÓRIAS "

 "MEMÓRIAS "

As vezes no meio da noite, noites
Sem sono, sinto uma grande saudade
E fico a pensar em ti
Quero ser para ti, como as flores
Muitas flores molhadas, pela chuva fresca
Pétalas da tua paixão, do teu amor
Molha-me como o sol e a chuva de verão
Conta-me e fala-me de amor ardente
Verbo amar, verbo navegar, verbo fugir
Forte e resistente que tudo enfrenta
Tudo supera, tudo alcança, tudo assiste
Não fica triste, não desiste, tudo dá
Não lamenta a felicidade, ela existe
Dá ao amor, sem pedir nada em troca
Sem nada esperar
Sorria não se esconda atrás da dor
Faça sempre um sorriso
Mostre aquilo que tu és, sem medo
Afinal, viver não passa de uma tentativa
De ver o mundo
Ame, ame a tudo e a todos
Não ignore a fome a morte
As pessoas ao seu redor
Faça sempre delas a sua razão de viver
Olhe sempre à sua volta
E veja quantos amigos têm.
Somos todos iguais, todos diferentes
Já fez alguém feliz hoje?
....se não fez, então faça
Não corra, para quê tanta pressa?
Sonhe...viva...
Não prejudique ninguém
Chore.....lute....
Faça da vida aquilo que mais gosta
Aquilo que mais ama
Sinta o que há dentro de ti e vá à luta
Seja feliz com a felicidade dos outros
Faça dos seus obstáculos, os seus degraus
Daqueles que não conseguem ou não querem
Subir a escada da vida, da felicidade
Descubra tudo aquilo que há de bom dentro de ti.
E agradeça Deus todos os dias
Ás vezes no meio da noite, noites
Sem sono sinto uma grande saudade
E fico a pensar em ti meu amor.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

segunda-feira, 7 de julho de 2014

CONTIGO SONHO

CONTIGO SONHO

Sonho contigo
Contigo meu amor.
Enquanto adormeço
Tu com carinho.
Tomas-me a alma
O corpo
O coração.
Envolves-me em sensações novas.
Remexendo os meus sentidos.
Já quase esquecidas
Num grande vazio.
Sonho contigo
Contigo meu amor

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quinta-feira, 3 de julho de 2014

"NO PEITO"

"NO PEITO"

No meu peito existe um vazio
Feito em solidão num momento frio
Construí um muro alto, feito de fragas
Rodeadas pelas sombras escuras
No meu peito enganado
Fechei a tanta ilusão
Cansada de ser subjugada
De tanta tristeza que trago cá dentro
Resolvi dar ao mar...o sol...e a lua
Uma porta aberta no meu peito
Abracei as ondas neste mar azul profundo
Era tão forte a saudade
Que a tristeza que tinha de mim
Desapareceu com as ondas na areia do mar.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 2 de julho de 2014

ESCREVER

ESCREVER

........Queria escrever
Um poema sem dor
.........Com a solidão
E a saudade escrita nas estrelas
........Escrevi em cada folha
Um verso e senti-me nua
...........Senti o meu lado
O meu lado negro no meu espelho.
As raízes profundas do meu livro era terra
.........Lavrada no ventre
Perfumado aromatizado de terra molhada
.........Com o vermelho das rosas.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca