terça-feira, 28 de abril de 2015

LIBERDADE POÉTICA

LIBERDADE POÉTICA

A poesia não tem partido
Não é da esquerda, nem da direita
A poesia não tem cheiro, ela é perfumada
A poesia não tem cor, é multicultural
A poesia tem a liberdade escrita na mente
A poesia é amada falada e recitada
A poesia vive no presente, no passado, no futuro
A poesia está agarrada à carne ao corpo
A poesia corre no sangue, fervendo nas veias
............De quem escreve ou escreveu
De quem leu ou lê, de quem sofreu, de quem amou.
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 22 de abril de 2015

ESPELHO DA LUA

ESPELHO DA LUA

Cabelos soltos, casa esquecida, perdida do monte
Árvore de folhas mortas em pés descalços
Corações partidos no espelho da lua
Nevoeiro esquecido na mente estragada
Rasteja nos corredores, nas escadas de ferro
Casa escura húmida desabitada ou talvez habitada
Medo do fumo das chaminés da nossa alma
Tempestades de um velho conhecido em cinzas
Casa vazia de sonhos, de pessoas, de palavras
Vento do leste, camas solitárias de ferro vazias
Ruminar no interior ou ainda a contar as sílabas
Sobreviver onde morre a carne, amolece o coração
Alimentam as sombras, sombras coalhadas
Que ferem e machucam o corpo tantas e tantas vezes
De joelhos em repouso reza o terço, num rosário velho
Objeto da sua alma confidente de cada dia, de cada noite.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

 

sexta-feira, 17 de abril de 2015

"SOMOS ESCRAVOS"

"SOMOS ESCRAVOS"

Resplandecente dor neste deserto de luz
Paira no ar como a brisa do mar
Escravos condenados a trabalhos forçados
Pagam a casa, o carro, a escola dos filhos
Vivem muitas vezes em selvagens conflitos
Sentam-se à frente da televisão
Almas almejadas, egoístas e fracas
A viver, sem viver. O ingrato sacrifício
Vidas com espadas, choques em ferro armado.
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca


quarta-feira, 15 de abril de 2015

"EMOÇÕES"

"EMOÇÕES"

É no amor que revela-se
Ao olhar com o coração
Beleza calma das palavras
Das escolhas e das emoções
Caídas como folhas no outono
Aos pés de quem mais amas
Tu encontrarás sempre nas linhas
Silenciosas dos meus versos
A beleza calma das nossas manhãs
Na ternura das flores do jardim
Como se fosse sempre primavera
Guardada numa caixinha dentro da alma
Sentimentos apaixonados nos poemas
Onde eu exalto-te o meu sensível amar
Vou tecendo cada palavra amorosa em poesia
Suaves murmúrios expostos nas minhas emoções.
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

terça-feira, 7 de abril de 2015

TOCAR NA ALMA

TOCAR NA ALMA

No tocar dos teus lábios
Cresce inseguramente um verso
No tocar do teu olhar
Nasce a confusão da carne
No tocar dos teus dedos
Sobe a ferocidade e o gosto
No tocar da tua alma
Cresce seguramente um poema
No tocar do teu corpo
Nasce a uva esplêndida de bagos maduros
No tocar do teu coração
Cresce a grande paz exterior do nosso amor
No tocar do nosso amado silêncio
Nasce o regaço dos corpos genuínos e inalteráveis.
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca