segunda-feira, 10 de abril de 2017

PENSAMENTO



PENSAMENTO

Sou talvez o meu próprio infortúnio
Que me assombra como um desastre
O meu descalabro que me acompanha
Nesta vida maldita que me queima
E desgasta na desventura perdida da mente
Estranha mete-se na pele, queima-me a carne
Que em mim se alastra cadastra-me o sangue
Sou o quem tudo perde ou quem tudo ganha
Um logro esquecido que por engano anda
Neste mundo podre que tanto odeio ou amo
Mal que me toma a mente, o corpo e a alma
Um espectro sepultado no meu próprio pensamento
Inferno que me consome a dor na vereda do desgosto
Sombra da minha mente no infortúnio do meu ser
Corpo perdido esquecido feito em carne podre
Punhal que me dilacera a minha alma já dilacerada. 

Isabel Morais Ribeiro Fonseca



quinta-feira, 6 de abril de 2017

NOITES

NOITES

Recorro a esta loucura
Desta minha insanidade    
Morro nesta maldita       
Ruptura escabrosa       
Que me causa desgosto    
Maldita insónia maldita
Que mantém-me presa
Nesta vigília constante                  
Durmo sem dormir    
Acordo sem sonhar
Sonho fugaz escorregadio
Ignorado a ruptura
Carregando esta dor
Que me mata a mente
Onde morro à noite
Desta minha dor
Insónia que me devora
Esta minha lucidez
Fardo que carrego
Ao vivê-lo vou morrendo
Lentamente nesta vida
Do meu escuro caminhar
Onde vou morrendo em mim
Nesta insónia desta noite.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca.