segunda-feira, 10 de abril de 2017

PENSAMENTO



PENSAMENTO

Sou talvez o meu próprio infortúnio
Que me assombra como um desastre
O meu descalabro que me acompanha
Nesta vida maldita que me queima
E desgasta na desventura perdida da mente
Estranha mete-se na pele, queima-me a carne
Que em mim se alastra cadastra-me o sangue
Sou o quem tudo perde ou quem tudo ganha
Um logro esquecido que por engano anda
Neste mundo podre que tanto odeio ou amo
Mal que me toma a mente, o corpo e a alma
Um espectro sepultado no meu próprio pensamento
Inferno que me consome a dor na vereda do desgosto
Sombra da minha mente no infortúnio do meu ser
Corpo perdido esquecido feito em carne podre
Punhal que me dilacera a minha alma já dilacerada. 

Isabel Morais Ribeiro Fonseca