quinta-feira, 6 de abril de 2017

NOITES

NOITES

Recorro a esta loucura
Desta minha insanidade    
Morro nesta maldita       
Ruptura escabrosa       
Que me causa desgosto    
Maldita insónia maldita
Que mantém-me presa
Nesta vigília constante                  
Durmo sem dormir    
Acordo sem sonhar
Sonho fugaz escorregadio
Ignorado a ruptura
Carregando esta dor
Que me mata a mente
Onde morro à noite
Desta minha dor
Insónia que me devora
Esta minha lucidez
Fardo que carrego
Ao vivê-lo vou morrendo
Lentamente nesta vida
Do meu escuro caminhar
Onde vou morrendo em mim
Nesta insónia desta noite.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca.