quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

"SURDOS DE SILÊNCIOS"

"SURDOS DE SILÊNCIOS"

Para saborearmos a morte
Temos de ver o que a vida tem para nos dar
De todos os momentos que passados juntos
Feitos de amor, sentimentos e paixão
O desejo que temos dos momentos de gemidos
Surdos feitos no silencio debaixo dos lençóis
São os melhores e nem sequer há palavras
No espaço onde tudo se ergue
Os gemidos por debaixo dos nossos corpos
Segredo que para mim que guardadas apenas
Nos teus olhos e nos meus
Ficamos abraçados numa dança
Tango ou valsa corpo a corpo
Nem sei se é animal se é humano
Ouve-se a música a gritar de gemido
És o lobo que devora-me a carne loucamente
Sem saber que o céu, a lua, as estrelas existe.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

domingo, 23 de fevereiro de 2014

"AMANHÃ"

 "AMANHÃ"

Amanhã, será um novo dia
Um novo dia para amar
Para falar, escrever sobre
Os pensamentos e desejos

Amanhã, será um novo dia
Um novo dia para a paixão
Realçar no coração, no olhar

Amanhã, será mais um dia
Que chorarás, sorrirás e amarás
Amanhã, será um novo dia.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

"LABIRINTOS"

"LABIRINTOS"

Labirinto de ilusões
.........Feitas em desilusões
Loba audaciosa e destemida
Tímida e ao mesmo tempo atrevida
...........Presa no vazio do silencio
Que ecoa na solidão da noite
Sentasse confusa no meio de tanta opressão
.........Uma metamorfose.
Que não consegue esconder as suas emoções
E não quer sufocar os seus desejos
No intimo existe um conflito entre dois seres
...........Uma calma e serena.
A outra estridente como um trovão
Uma mulher pacata e serena.
A outra é uma loba feroz cheia de desejo.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

domingo, 16 de fevereiro de 2014

"MEDO E CANSAÇO"

"MEDO E CANSAÇO"

Estou tão cansada.
De ser reprimida por todos
Dos meus medos, destas feridas
Que parecem não cicatrizar esta dor que é muito real
Que o tempo não consegue apagar
Chorei...chorei enxuguei todas as minhas lágrimas
Gritei.....gritei e lutei contra todos os meus medos
Rosto assombrado dos meus sonhos desagradáveis
Expulsei ......expulsei toda a sanidade que avia em mim
Feridas no peito que parecem não querer cicatrizar
Esta dor.....que o tempo não consegue apagar
Embora tu ainda esteja comigo.
Eu tenho estado sozinha...todo este tempo
Lutando contra esta dor que queima-me
Todo por dentro....como se andasse no inferno em chamas.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

"ÉS O MEU FOGO"

"ÉS O MEU FOGO"

Tu és como um fogo que queima
Através da chuva e do vento
Como uma tempestade que ilumina
O meu coração
Uma vela ....uma chama na minha alma
Um amanhecer
Dentro da minha vida
Um paraíso tão intenso e verdadeiro
Que só o meu coração consegue explicar
Mais forte que meras palavras ditas.
Ou escritas no papel.
Sinto a tua pele na minha
Gritando de amor, de desejo
De fogo ardente feito em labaredas
Fogueira que mantemos acesa durante todos estes anos.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

"GRITA O SILÊNCIO"

"GRITA O SILÊNCIO"

Grita. grita o silêncio
Como uma tempestade de nada.
De nada grita o silêncio
O silêncio foge de nada.
De nada anda o tempo
Perdido na tempestade.
A morte chegou no tempo
No tempo certo a horas.
Deu as boas vindas à morte
Escondida a morte estava.
Escondida da tempestade
Horas certas, horas do tempo.
Tempo fora de horas, talvez
Chegue a morte no tempo.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca



domingo, 9 de fevereiro de 2014

LOUCURA POÉTICA

LOUCURA POÉTICA

A loucura de um poeta é muitas
Vezes feita de avareza e luxúria
Em cada palavra grita, grita, grita.

Grito ousado em cada palavra escrita
Incapaz de silenciar a dor das palavras
Escritas no papel da sua alma.

Alma negra de sofrimento, de emoção
Da sua inspiração poética e dolorosa
O corpo reage e morre sem brilho, sem luz.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

"NOITE LOUCA"

"NOITE LOUCA"

Noite e dia, louca de amor.
Vem meu amor com tuas mãos
Loucas de desejo, corpo quente
Junto ao meu, boca do meu beijo

Vem amor faz-me insana, profana
Louca pelo teu corpo como aroma do meu
Atiça-me, provoca-me, chama-me
Inflama-me, queima-me, é tudo teu

Geme comigo, com paixão,
Que meu corpo seja teu e o teu
Se una sempre ao meu amor
Vira-me do avesso, faz-me delirar

Sem medo, sem reservas, sem pudor
Ao ouvido dizes-me que sou toda tua
Quero-te, desejo-te e amo-te.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

ARCA DE UM CONTO


Arca de memórias....
Chegou o soldado da guerra
Onde tantos não tiveram a mesma sorte, ó minha mãe
O meu filho estás vivo, como rezei por ti meu amor
Meu anjo, pedi tanto a Deus que voltasses vivo.

Não estou vivo minha mãe, estou morto
Por dentro, podre e sem coração
Meu filho esquece a guerra, agora estas comigo
Em casa só isso é que interessa
Dá-me um beijo meu querido filho

Mãe tu não sabes em quem eu me tornei, um monstro
Não filho tu és sangue do meu sangue
Carne da minha carne
Não mãe matei homens, mulheres...
Não sou digno do teu amor minha mãe..

Filho já passou a guerra acabou....
E o que ficou para traz ficou,
Tens de recomeçar a tua vida ,
Casa meu filho com uma mulher
Que te ame mais ainda que eu
 E esquece tudo que vives-te filho
Enquanto aquele soldado contava a sua história

Passou uma velhinha de saia redonda preta ate aos pés ..
Olho para o chão e vejo agua correr e pensei que é isto .
E seguiu viagem...ela tinha feito xixi a nossa frente
O soldado ria a gargalhada da cara estúpida...
Que eu e o meu irmão fazíamos

Tinha 10-dez ou 11-onze anos na altura o soldado...
Já devia ter mais de 70-setenta
Tinha estado na primeira guerra mundial era um homem
Sofrido pelas memorias da guerra
Com quem eu e o meu irmão gostávamos de ouvir
Ele já faleceu seguiu o conselho da sua mãe
Foi feliz a sua maneira teve filhos netos e bisnetos
ganhou uma medalha pelos serviços feitos na guerra
Descansa em paz soldado da aldeia, perdida na serra.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

"PIANO"

"PIANO"

A tecla do piano está solta
Com sons agoniados
Agonizados
Velho como um lavrador que cultiva
Versos de mil palavras
Notas soltas
Sonhos longos
Profundos
Eternos
Castelos em traços que descrevo
Estrelas que iluminam
Beijam o coração
Piano velho
Gasto que agoniza no tempo.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

"RIO TRISTE"

"RIO TRISTE"

Corre o rio de tristezas
Devagar cor de sangue
Sangue, sangue de dor
Arma enferrujada
Veias de veneno lapidado
Sugado no escuro
Corpo estendido
Esquecido e sentido..
Sangue derramado de um soldado
Com o coração partido
Perdido, magoado.
Guerra estúpida, sem tempo, sem hora
Humanidade despida
Sem destino nas areias..
Escaldantes do deserto,
Desentendidos, ignorantes
Corre o rio de dor, de sangue
De odor, podre, fede
Carne apodrecida deixada à sua sorte.
Veias lapidadas de cores de uma guerra estúpida.
Sem honra, sem respeito, sem compaixão.
Feridas feitas no peito de sangue que deixam cicatrizes.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sábado, 1 de fevereiro de 2014

"CHORO"

 
 "CHORO"

.........Choro. Porquê?
Choro....lágrimas de dor
.........Sentidas e perdidas.
Choro. Porquê?
.........Choro....talvez por amor
Como uma coisa esquecida
.........Choro. Porquê?
Choro...como folha caída
........Espezinhada e varrida.
Choro. Porquê?
.........Choro como o inverno da vida
Das cores belas de outono.
...........Choro. Porquê?
Choro...porque nada mais me resta.
.........Afinal choro. Porquê?!

Isabel Morais Ribeiro Fonseca