terça-feira, 25 de novembro de 2014

"SEGREDOS"

"SEGREDOS"

Toma todos os meus segredos
Guardados no meu peito
Dos muitos poemas que fiz
Restam poucos na gaveta da cômoda
Alguns já desbotados, sufocados pelo tempo
Rasgados, mudos, cegos que já não falam
Procurei a inspiração no mar
Nas ondas mergulhei os meus desejos
Perdi-me nas letras escritas que eram quentes
Nos poemas engasgados, rotas do nosso destino
Doce sabor que devora-me aos pedaços.
Escrita entre o concreto
Abstrato pelas ondas no meu leito.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

DUQUESA DE ALBA

Duquesa de Alba

A mulher com mais títulos

De nobreza do mundo

Uma mulher que eu tanto admiro e admirava

 R.I.P

sábado, 15 de novembro de 2014

"TECER AS PALAVRAS"

"TECER AS PALAVRAS"

As sombras das casas senhoriais frias
De pedras escuras
Sobreviventes aos séculos em estado de destruição
Hoje queria tecer as lágrimas
Da chuva que cai lá fora
Pérolas que enlaçam o fio da tua
Da minha sorte
Ser agulha nas malhas de lá do nosso esquecimento
Tecer todas as mágoas no linho
Dos lençóis ao vento no estendal.
Nas horas difíceis...
 Nas horas difíceis
Morremos de tédio acendemos a televisão
Navegamos na corrente
Barco sem remos, velas erguidas ao tempo
Atiramos pedras ao rio sem as ver cair
Gememos de fúrias esmagadas.
Fragmentos de memórias que tombam desamparadas
Como folhas soltas
Ao sabor do vento, no tempo
Gaivotas que levam as letras ilegíveis
De palavras irônicas.!

 Isabel Morais Ribeiro Fonseca

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

"FOLHA"

"FOLHA"

Amo-te com as lágrimas da felicidade
Por toda a minha infinidade
Escrevo-te meu amor este poema
Com a saudade estas palavras que tu talvez nunca irás ler
Amo-te mesmo com medo das horas que apoderam-se de mim
Escrevendo-te com a dor do nosso amor já amadurecido
Amo-te nas horas de entrega, onde nos conjugamos
Nas lágrimas de dor convertidas em alegria
Feitas em dias, horas, minutos de felicidade
Sem limites onde juntos, juramos ao luar amor eterno
Amo-te tanto que dói, só de te o dizer
Escrevi numa folha tudo que sentia, mas nunca não irás ler
Porque rasgarei a folha, lançando-a ao vento
O malandro do vento trouxe de volta a folha com toda a felicidade!

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

"ABAFADAS"

"ABAFADAS"

As palavras ficam abafadas
Pelo silêncio que invade a nossa vida
Neste mar revolto que acalma-me por dentro
Ondas salgadas de um beijo com tanto amor sem tormento
Que chora e desagua no meu peito com um doce olhar
Mar bárbaro e tantas vezes cruel
Escrevo na areia uma palavra
Que o meu corpo é uma represa cheia de amor para dar
As palavras ficam presas
Mesmo que tente apagar o que foi escrito
A vida prega-nos partidas e o silêncio fala mais alto
Momentos em que temos a lua, só para nós, que invade o nosso amor.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca