terça-feira, 30 de agosto de 2016

PERMITA-ME

PERMITA-ME

Permita-me que a solidão seja um sinal de luz
Permita-me que o encanto não seja desencanto
Permita-me que a cruz seja um doce caminho
Permita-me que me silencie o descontentamento
Permita-me que não goste do maldito entrudo
Permita-me que me embriague no futuro próximo
Permita-me que morra sem saudade nem lembrança
Permita-me que os sorrisos não morram na boca
Permita-me que a tristeza seja levada pelo vento
Permita-me que me banhe neste mar tão nosso
Permita-me que a dor que sinto seja banida do peito
Permita-me que as lágrimas que caiem vão para o mar
Permita-me que agradeça a Deus por tudo em mim
Permita-me que dance na chuva fria deste inverno
Permita-me que nunca deixe morrer a esperança
Permita-me que a morte chegue de mansinho
Permita-me que ame loucamente com intensidade
Permita-me que viva sempre em estado de graça
Permita-me que escreva um poema de amor
Permita-me que se reze um terço às três da tarde.

★•♪ .. •♪★★•♪♪

Isabel Morais Ribeiro Fonseca



segunda-feira, 22 de agosto de 2016

VINHO DOS AMANTES

VINHO DOS AMANTES

O silêncio dos amantes
É um vinho do sabor a paixão
Mas a tolerância é o vinho dos fortes
A reação impulsiva é a embriaguez dos fracos
E a razão que me prende ao seu doce sabor
São os delírios envoltos num só querer
Talvez só quer que sejas tu só quer que seja eu
Vinho do sangue quente da paixão sentida
Mesmo assim pregada ao pecado da luxuria
Nesta cruz só nossa deste calvário distante
De onde emerge a luz da felicidade de quem aguarda
A mais linda história repleta de tantas surpresas
O silêncio é dos amantes deste néctar dos deuses
Sempre tolerante entre os fortes e fracos amantes ou não.

✿╯¸.•¨.¸.•*¨*.•*¨. ¸.•*¨* (¸.•¨✿╯

Isabel Morais Ribeiro Fonseca











domingo, 14 de agosto de 2016

DERIVA


DERIVA

Sou um barco à deriva
No meio deste mar
Sem remos, sem bússola
Carrego comigo o peso
De tudo que não consigo
Ou tento resolver
Tento apagar o meu rasto
Entre as ondas deste mar
Revolto em tempestade
Nas lágrimas perdidas
Numa qualquer folha
Talvez de um velho jornal
Dos dias ou das noites
Já escuras da minha alma
Onde o meu corpo arde
De febre só por ti
E em silêncio chamo-te
Gritando alto o teu nome.♡*•❤

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


quarta-feira, 10 de agosto de 2016

MEL DE TI


MEL DE TI

Gosto imaginar-te na
Minha poesia escrita
Moldando-te em versos
Com as minhas mãos
Tecendo o teu corpo
Com os olhos da caligrafia
Esculpindo as tuas mãos
Em rosas de argila molhada
Cosendo a minha boca
Sentindo o calor dos teus lábios
Plantando jasmim perfumado
Na tua pele com a minha
Lírico poema de fogo que
Queima na minha doce alma
Escrevo com camélias que
O meu coração será sempre teu
Habitas no meu corpo
Na minha respiração, no meu ser
Imagino a poesia, apenas
Para possuir o mel da tua boca.

ڿڰۣ♥ڿڰۣڿڰۣ♥ڿڰۣڿڰۣ♥ڿڰۣ

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


terça-feira, 2 de agosto de 2016

NEVE DE PLUMAS


NEVE DE PLUMAS

A minha cama é de plumas brancas
Na ardósia da serra branca de neve
O vento rasga-nos a alma lá em cima
Trememos de medo, de frio, só se ouve
O assobio do vento ou será o uivo do lobo
Perdidos nas fragas do nosso tormento
Apaga-nos o medo, a solidão, o cansaço
E as nossas noites tornam-se longas
Nas memórias que nos assaltam a mente
Rosas que se deixam morrer no jardim
Que se desfolham no vento caídas no chão
Das noites de tempestades já tão nossas.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca