quinta-feira, 29 de maio de 2014

AMARRAS

 AMARRAS

Passeio contigo na praia
É noite de luar.
Abri os meus braços
Recebi-te com carinho, com emoção
Onde adormeci a minha alma.
Desci o vale encantado do teu corpo.
Com o meu corpo a arder.
Como arde a madeira seca numa fogueira.
Eu só queria ver o mar e banhar-me nos teus braços.
Para apagar este fogo, nas asas de um sonho lindo.
Vi-te delirante e nele semeei toda a minha ternura.
Os teus olhos eram ondas bravas feitas de loucura.
Rasgas-te as seivas da minha ousadia.
Extravasaste os mares de mim, cortaste todas as amarras
E incendiaste o vale dos meus desejos.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

VERDADEIRO

A muitos sentimentos que podem conduzir-nos ao amor verdadeiro.
Não tenha medo de amar e dos seus sentimentos.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sexta-feira, 23 de maio de 2014

"CORPOS"

 CORPOS

Enquanto nos amamos
Enquanto o calor nos tira a roupa
Enquanto estamos nus sobre a cama
Os nossos corpos fazem desta agonia "alegria".

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

segunda-feira, 19 de maio de 2014

DEVOLVE-ME

 DEVOLVE-ME

Meu amor
Devolve-me a minha alma.
Que a perdi.
Com ela a alegria.
Os sorrisos.
Os sonhos.
Doem-me os olhos.
Deste pó.
Devolve-me.
Talvez uma lágrima.
Apenas uma.
Por favor meu amor.
Já não tenho mais sal.
Nem água cristalina nos meus olhos.
Para chorar e...
Aliviar a minha dor.
Devolve-me o meu coração.
Que está seco.
Como o sal da minha boca.
Das saudades.
Do teu carinho.
Dos teus beijos.
Que correm como um rio selvagem.
Devolve-me o perfume das rosas.
Aroma suave.
Dos nossos corpos suados!

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sexta-feira, 16 de maio de 2014

"ESCREVI"

 "ESCREVI"

Escrevi o tempo.
Escrevi para ti
Desenhei o silêncio.
Desenhei para ti.
Escutei o silêncio.
Que acalmou o mar.
Rasguei o silêncio.
Em tempo para ti
Para que o silêncio.
Se faça escutar.
Desenhei o tempo.
Feito em silêncio.
Escutei a melodia.
Desejando o silêncio.
Desenhei o tempo.
Numa folha em silêncio.
Joguei ao vento.
No silencio do tempo.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca




quarta-feira, 14 de maio de 2014

PORTA ABERTA

 PORTA ABERTA

À noite quando me deito.
O céu ouve-me.
Ouve-me, o quanto sinto-me perdida.
Perdida sem uma causa.
As tempestades de inverno vieram.
E escureceram o meu sol.
O meu chão, perco a minha respiração.
Os meus pensamentos procuram uma porta aberta.
Aberta para levarem-me para longe.
Longe, longe desta batalha que é viver.
Onde eu possa ser forte.
Como a chuva que cai no telhado.
Trazendo a esperança.
Deixo-a cair sobre mim.
Para que ela leve consigo todas as dores.
Sofridas, vividas, amadas
Não tenho medo, nem das chuvas tempestivas.
Nem da solidão, que ronda a minha alma.
Talvez o meu coração.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

segunda-feira, 12 de maio de 2014

"OUVE AMOR"

"OUVE AMOR"

Amor se soubesses.
Soubesses que quando me despes à noite.
Deixas-me nua.
Com o coração destapado.
A alma indefesa.
Se soubesses, que por cada gesto teu...
Eu era capaz de roubar.
Roubar todas as flores do mundo.
Invadir os oceanos, os rios.
Amor se soubesses.
Mas, eu sei que...
Construiste um jardim na tua varanda.
No teu coração.
Só para me veres sorrir.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sábado, 10 de maio de 2014

DESCALÇA

 DESCALÇA

........Ando pelo espuma do mar
Descalça na areia branca da praia.
............Deixem-me viver, viver livre
Não imponhas regras, condições
Não questiones-me as minhas decisões, suposições
Quero viver cada dia como se fosse o primeiro
Mas também vivê-lo como se fosse o último
Não imponhas conselhos, opiniões, sermões
Sou como as ondas do mar, como o vento, a tempestade
...........A brisa do deserto, o raio do sol
Como a tempestade, o lobo que uiva no grito do vento.
Não tentes limitar os meus passos, pará de me aprisionar.
Com coisas que me deixam deprimida, só quero ser livre
Como uma águia, deixem-me viver, viver livre contigo.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

segunda-feira, 5 de maio de 2014

"CELA DE MIM"

  " CELA DE MIM"

Gosto de fechar os olhos.
Sentir o amor e o calor.
Calor daqueles que partiram.
De mim, para sempre.
Sentir as mãos frias.
Frias sobre o ferro quente.
Quente como o meu corpo.
Que não me reconhece.
Perdeu-se no espelho.
Espelho da vaidade.
Das grades de ferro da cela.
Onde dorme a minha alma.
Ferros meus, corpo teu
Mãos que já foram minhas, tuas.
Não partas fica na noite que desbrava-se.
Cama, silêncio.
Margens do tempo.
Livros das cores que nos cegam.
Espelhos do quarto.
Que nos ferem.
Em estilhaços de luz.
Poeiras soltas.
Rasgar dos panos.
Das janelas abertas.
Murmuram o teu nome, o meu.
Lambuzam os dedos no pote de mel.
Gritam, gemem, na primeira lua.
Saltam o muro fingindo.
Fugindo e perguntam.
Perguntam onde estão os que partiram.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca