domingo, 31 de maio de 2015

SEDE DOS TEUS BEIJOS

 "SEDE DOS TEUS BEIJOS"

Tenho sede dos teus beijos
Fome para saciar os meus desejos
Onde descanso o meu cansaço
No teu carinhoso abraço (...)
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

 

quarta-feira, 27 de maio de 2015

"DESERTO UMA FLOR (...) PALAVRAS"

  "DESERTO UMA FLOR  (...) PALAVRAS"

No meu deserto, tu és única flor
Nas minhas veias, agonia sem fim
Tempestades de pó, areia leve, suave 
Ar quente, arrepio que percorre
Os meus sentimentos secos como uma folha
 De medo, prazer e paixão
Quando o inverno chegar navego
Pelas margens do teu corpo
Tu és a flor do meu ser, do deserto
Somos tão frágeis, tão indefesos.


 (....)

 PALAVRAS

Paixão....Amor
Sentido....Falado
Fechado....Sozinho
Arde de desejo
No fogo de uma paixão
Assolapada......Vivida
Vulnerável,.....Tolerante
Paciente.....Compreensiva
Sentimentos mais puros.


 Isabel Morais Ribeiro Fonseca

segunda-feira, 25 de maio de 2015

"FICA MEU AMOR"

"FICA MEU AMOR"

Fica aqui comigo meu amor
No silêncio desta noite
Não fales nada agora
Que me faz doer
Olha-me nos olhos
E dá-me um simples abraço
Ouve o som do meu coração
Da minha alma, que chora
Que ama-te em silêncio
De tantas saudades
Que chega a sangrar
Sente o meu silêncio
Ele vale mais que mil
Palavras ditas ao vento
A chuva mostra-me a tempestade
Que eu não tenho medo
Agita o meu corpo, faz-me vibrar
Faz-me sentir como as ondas do mar.


Isabel Morais Ribeiro Fonseca

terça-feira, 19 de maio de 2015

NUM DIA DE INVERNO

NUM DIA DE INVERNO

Num dia de inverno soalheiro
Caminho pela praia que eu tanto gosto
Posso observar o sol e o vento
A brisa a acariciar-me o meu cabelo e a minha face
Brisa suave perfumada com cheiro a maresia
A areia massaja-me os pés
Vagueio pelos pensamentos, pelas memórias
De todos os momentos vividos
Hoje ao passear pela praia sinto-me só
Sozinha neste areal, neste mundo, vazio e triste
como se o meu coração estivesse secado de dor
Como se já não existisse sol, como se o mar estivesse seco.
Ando pela praia sem saber onde vai dar, perdida e esquecida.
Um caminho de solidão, no meio da tempestade de tristezas
De lágrimas, sonho acordado feito de gritos
Murmúrios....Lamentos, choros de dor
Feitas em carne viva que deixam, uma cicatriz na alma, no corpo
Como se eu chamasse a morte em vez da vida
Como se carregasse no peito, na mente
As mágoas, deceções, frustrações, desilusões
Fecha-se as portas as janelas, da vida
Para ninguém entrar, Um poço fundo escuro
Por mais que eu tente sair não consigo
Ler, escrever, rabiscar, publicar, é neste momento
A minha terapia para secar a dor que atormenta-me
Para colocar em ordem a minha mente
Que sinto que está em desordem.
Sim mostro o mais íntimo do meu ser
E muitas vezes sinto-me nua
Mas a quem o mostro primeiro é a mim mesma
Sim as minhas fraquezas
Mas também minha força a vontade,
De quando isto passar terei vontade de rir
Tenho consciência que não sou perfeita sou apenas
Um ser humano, com defeitos, manias e imperfeições
Que precisa de colocar as coisas cá dentro
Em ordem para melhor avançar
Começar a viver sem medo, sem dor.
Num dia frio soalheiro passeio pela praia
Que eu tanto gosto, seja de inverno ou verão
Onde molho os pés da minha solidão
                 ..............Da escuridão da minha alma

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


terça-feira, 12 de maio de 2015

"PORQUÊ PORQUÊ"

"PORQUÊ PORQUÊ"
 
Porquê....esquecer um sorriso
Porquê......eliminar um gesto de carinho
Porquê... calar um sentimento
Porquê .. apagar uma história de amor
Porquê... isolar-se do mundo
Porquê... não querer recomeçar
Porquê... esquecer tudo e todos
Porquê... ser quem não somos
Porquê....arrancar as páginas da vida
Afinal por mais mudanças que façamos
Por mais cabeçadas que possamos dar
O importante é sermos felizes e fazemos felizes os outros.
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 6 de maio de 2015

ESCOLHO

ESCOLHO

Escolho amar-te em silêncio
Para que em silêncio não sinta dor
Derreto versos no gosto do paladar
Porque metade de mim é silencio
A outra é um grito de amor em verso
Letras mal escritas numa página marcada
Palavras cuspidas num papel em branco
Rascunhos deixados na alma pelos dedos
Faz de mim o teu sopro, encaixa-me na tua vida.
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca