sábado, 11 de janeiro de 2014

Carta simples....Amo-te António....

Carta simples...

Amo-te António...gosto de ti..
Como eu gosto de ti..talvez tu não saibas
Como é bom envelhecer contigo
Aconchegar as tuas costas, quando adormeces no sofá.
Esperar-te à noite sobre a nossa cama velhinha de ferro.

Creio que foi o teu olhar, que eu quis navegar.
Quando te conheci e te vi...eras tão bonito e continuas a sê-lo.
Foi amor à primeira vista, um encantamento....
um deslumbramento, de uma miúda de 17 anos....

Passados todos estes anos (29-vinte e nove anos) de casados,
(10-dez meses) de namoro, cá estamos nós meu amor...
na luta da vida que nunca foi facil, ouve alturas que
as dores e sofrimento, a necessidade, a falta de tantas coisas,
más decisões, más escolhas, trouxeram-nos muitos dissabores.

A nossa vida foi feita com alegria, amor, esperança e muita fé.
Passámos por privações muito dolorosas e no final ficámos
mais fortes, mais unidos e muito mais apaixonados...
Muitas vezes gosto de observar-te, sem que dês por ela,
olho para ti em silêncio, és o homem que amo e desejo.

És um pégaso meigo, honesto, apaixonado, ciumento
possesivo e eu sou como um cavalo selvagem,
que não consegues domar e isso que completa-nos
tão diferentes e ao mesmo tempo tão iguais, como
uma tempestade de vento e chuva que acalma de repente.

Gosto de beijar-te com ternura enquanto vemos um filme,
talvez seja melhor fazermos amor..foste apanhado
gosto de irritar-te, de provocar-te eu sei....
afinal estamos a envelhecer, mas não estamos gastos para o amor.

Onde estão as nossas memórias, os sonhos esquecidos
guardados, a nossa prioridade são os nossos filhos,
lindos perfeitos que Deus nos deu ...uma grande bênção.
Afinal eles são o maior tesouro que conseguimos juntar,
oito (8) diamantes......
cinco meninas e três rapazes que são o nosso orgulho..

Eu sei que amas-me, que te revês nas minhas rugas,
na minha fuga do tempo.... vamos ser velhos,
amigos, cúmplices, amantes, companheiros, apaixonados
de tantos invernos, de tantas primaveras, de tantos sorrisos
de tantas alegrias e tristezas, de tantas aventuras

Afinal, ainda não temos netos, eu sei, tu, tal como eu gostaríamos
de os conhecer, mas temos que ficar à espera ...
depois meu amor, ficar contigo e morrer no teu sorriso...António!!!

Maria Isabel Morais Ribeiro da Fonseca..!