quarta-feira, 23 de novembro de 2016

APESAR DO TEMPO



APESAR DO TEMPO

O tempo tira-me a vitalidade
Consome todos os dias, as noites
Rouba-me descaradamente os sonhos
Clareia-me os cabelos, dá-me rugas
Apesar de tantas pedras de fragas
Apesar de tantos espinhos
Apesar de tanta lama no caminho
Apesar do vento frio na cara
Apesar de tantas dificuldades
Apesar de tantas horas amargas
Apesar de tantas noites escuras
Apesar de tantas dores sentidas
Apesar de tanta ansiedade do nada
Apesar de tantas névoas no amanhecer
Apesar das preces feitas em silêncio
Apesar dos terços rezados na mente
Apesar do silêncio das preces
Apesar de muitas vezes me faltar as forças
Apesar do ânimo me faltar
Apesar das subidas e das descidas
O tempo não apaga o teu amor da minha memória.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca