segunda-feira, 1 de julho de 2013

PERFUME APRISIONADO

 PERFUME APRISIONADO

Sou o perfume da mata.
Sou os raios de sol refletidos
Na água doce do rio Sabor
Sou o silêncio de mim mesma
As lágrimas a angústia e desânimo
Sou um poço escuro
Que mergulha nas trevas do inconsciente
Sou um corpo cansado
Que quer dormir um sono profundo
Deste poço escuro que a minha alma esteja aprisionada
Aos aromas da natureza
Sou o cheiro de mato e o perfume de flores
Sou o tempo do descanso e da saudade
O momento certo o tempo de tudo e de nada
Respiro bem fundo
Sinto-me desfeita neste local imundo
De ódio, loucura, tristeza e solidão.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca