segunda-feira, 1 de julho de 2013

TEMPESTADE

 TEMPESTADE

És como uma tempestade
E eu sou o vento
Não tenho medo da morte
A morte é leve e certa
Tenho medo da vida
Muitas vezes longa
Tantas vezes incerta
O meu corpo é um deserto
Que fica com saudade
Quando tu não estás
É como a chuva miudinha
Que cai entre as árvores
Fica com o desejo das tuas mãos
Nos ramos do meu coração
O morte que estás à espreita
Tenho o meu amor à espera
Por isso não esperes por mim.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca