segunda-feira, 12 de agosto de 2013

"RUAS DESERTAS"

 "RUAS DESERTAS"

Vagueio pelas ruas
Nas noites desertas da aldeia
O silêncio é total, sinto-me como um lobo
Uma sombra, a procura da presa, sozinha e indefesa
Vejo-te ao longe e começo a cercar-te
Sinto as tuas mãos quentes, no meu rosto
O teu corpo que arde nesta madrugada fresca
Como o orvalho que refresca os nossos corpos
Que ardem no fogo da paixão, somos amigos
Somos amantes, cúmplices na vida e no amor
Vagueamos pelas ruas, desertas, vazias
Agarrados à vida, à família
Andamos à noite de mãos dadas, a ver, as estrelas, a lua
Sentimos a liberdade da noite, das ruas desertas na aldeia.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca