sexta-feira, 12 de julho de 2013

JUNTAR OS CACOS

 JUNTAR OS CACOS

Sinto a minha alma arder
Como um tronco de madeira numa fogueira.
E o meu corpo feito em cinzas
Que são levadas pelo vento
Ai coração que estás dilacerado em pedaços
Como é bom sentir-te mesmo com a tempestade
Neste mar agitado onde as ondas gigantes
Nos isolam de tudo e de todos
Juntamos os cacos, as pétalas e os espinhos das rosas
Que caíram no chão do nosso coração
E ficaram no caminho da saudade
Das almas entrelaçadas que ardem de amor e paixão
Com os corpos suados que sentem a brisa
E o orvalho da noite e da manhã.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca