sábado, 13 de julho de 2013

"ALDEIAS"

 "ALDEIAS"

Os rios correm, entre as vilas e cidades
No meio da aldeia triste e vazia
Corre o rio cheio de saudades das crianças
Que banhavam-se nas suas águas
Das mulheres que lavavam a roupa e a punham a corar ao sol
Agora sente-se a tristeza ao voltar
A estes lugares que tiveram tanta vida e tanta amor
As mulheres choram a partida dos homens
Ficam sozinhas na sua dor
Na escuridão, no silêncio e na imensa solidão
Sem esperança, sem vida
As nossas aldeias estão a morrer, sente-se o cheiro da morte
Do vazio de tudo cheio de silvas
Sente-se o cheiro de nada
As urtigas picam-nos no meio do caminho
Como corre o rio triste e vazio.
No meio da aldeia, como as almas da vida e da saudade
Choram lágrimas de sangue, desta terra seca,deserta e triste.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca