segunda-feira, 29 de julho de 2013

" PORTUGAL "

 "PORTUGAL"

O Portugal, os lobos são muitos
Os lúcidos são poucos
Ninguém sabe o que quer
Ninguém conhece que alma tem,
Tudo é incerto, nada é verdadeiro
Tudo é disperso, nada é inteiro
Nada é certo, tudo é imperfeito
Hoje és nevoeiro, tempestade, vento
Meu amigo, sem alma , sem amor
Sem rei, nem lei, sem brilho, sem luz,
Dos palácios comidos de mofo, escuros
Vazios, vagueiam as almas, sem paz
Como os mendigos esfomeados e sujos
Como o silêncio hostil da saudade
Arder de frio, morto em cinzas
O Portugal meu amigo, meu irmão
Os lobos são muitos, os lúcidos são poucos

Isabel Morais Ribeiro Fonseca