sábado, 20 de julho de 2013

LÁBIOS DE SAL

 LÁBIOS DE SAL

Deste-me cada nascer do sol
Deste-me os teus lábios de sal
O sal de uma lágrima das ondas do mar
De um barco que não sabe naufragar
Sento-me nos braços
Da noite como os ventos da madrugada
Os murmúrios do silêncio e da voz desta esperança
Rezo e peço ainda que calada eu encontre-me
Embalo a dor e rasgo a estrada fria
Apago a luz do sol que me cega
E apago, os vestígios das minhas lágrimas
Peço, rogo, imploro e prometo
Para que os meus olhos saíam da escuridão
De mais uma tempestade de pensamentos...
Neste grito do vento e da chuva perco-me de mim no tempo.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca