sábado, 13 de julho de 2013

RIO SABOR

 RIO SABOR

As lágrimas soltas, amargas e sofridas
São veneno para o coração
Punhais sentidos com mágoa
Que procuram
A verdade de estas palavras não ditas
Tu és o vento que sopra
Cai uma folha da árvore linda que é o teu olhar
E fica o momento de ternura
A solidão é como a lua
Uma estrela que brilha na escuridão
Da chuva caiem as lágrimas
Invadindo a rua com o cheiro da brisa dos lameiros
Deste sol das montanhas, dos barulhos das águas do rio
Pássaros a cantar nas suas margens
Como eu gostaria de voar
Deste deserto que ficará o rio que me viu banhar
Do teu sabor dos momentos de amar
Com a saudade tresloucada de alegria
Meu querido rio, corres entres as fragas
Da minha saudade, das águas puras e limpas
Ai Sabor meu rio selvagem
Sabor que saudades meu amigo que tenho de ti.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca