terça-feira, 3 de maio de 2016

DEIXA-ME

DEIXA-ME

Deixa-me os delírios de sonhos lúcidos
Deixa-me os espelhos maquilhagem delicada
Deixa-me a cobertura efêmera numa máscara
Deixa-me o silêncio ferramenta de trivialidades
Deixa-me a insônia de despertares noturnos
Deixa-me as palavras desordenadas na mente
Deixa-me a podridão das esquecidas memórias
Deixa-me chorar para poder molhar-me a chuva
Deixa-me viver para tentar sobreviver nesta vida
Deixa-me afinal que eu sou tudo e sou nada.

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Isabel Morais Ribeiro Fonseca