segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

ÁGUAS TÉPIDAS

ÁGUAS TÉPIDAS

Nas tépidas águas onde nasce a canção
Vozes roucas de névoas em segredo

Terra seca que espera um só degredo
No sono, sonho ciprestes já impostos


 Desperta aquilo que em si já se preste
Espanto castigado de mágoa endecha

Queixa de um silêncio em letras tardias
Dias, noites de tardes noturnas sem fim


Ilibado esquecido utopia do desesperado
Néscio sem porto no horto já esquecido

Desconforto desvão de ilusão na quimera
Sombra que espanta a dor que se embala

 Noite espessa, espasmo que bate no vento
Aquilhado que passa, rompe o forte embate

No cravo de uma canção feitas pelas ondas
Do mar de vozes roucas, empatia assassina