segunda-feira, 27 de julho de 2015

Ó ARVORE


Ó ARVORE

- Ó grito que rasgas de dor o ventre
Nas masmorras das trevas subterrâneas

- Ó trovão que ecoas o infinito
No sangue dos inocentes humilhados

- Ó abutre insaciável mercenário
Cheio de ódio, de hipocrisia

- Ó cavaleiro de espada de ferro
Exterminador da mentira

- Ó muro de arame farpado nas árvores
De poderosos ramos do universo

- Ó labirinto escondido de pedras entre ervas
Que esvoaçam folhas já de papel

- Ó galhos que sufocam a luz
Que criam raízes sem brotar esperança

Isabel Morais Ribeiro Fonseca