sábado, 7 de setembro de 2013

"CADEIA PODRE"

 "CADEIA PODRE"

Cadeias cheias de gente
Que gritam de dor, saudade perdida
Esperança sentida, escuridão que mata
Veias sem sangue, alma escondida
Podre estendida, solidão profunda
Arma enferrujada, corpo sem carne
Calçada de pedra, gasta, escorregadia
Rosto feio, triste sem vida
Cadeiras vazias do café da esquina
Velhos sentados no parque, solidão esquecida
Que jogam as cartas, esquecendo a vida
Cadeias cheias de gentes que sufocam
O peito, a alma, a mente contra as paredes
Como se fossem lixo da sociedade cega
Hipócrita e mal formada, sem respeito
Onde todos fingem ser doutores
Com medo de serem apenas homens ou mulheres
Sofridos, vividos, normais e não fingidos.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca