domingo, 25 de agosto de 2013

NOITES DESERTAS


 NOITES DESERTAS

Noites de choro, noites de amor
Que ficam desertas que gritam de dor
De lamento, de pranto
Que deixam saudade, como uma prece
Do medo das noites escuras
Vazias, sozinhas
Onde dispersam e habitam as almas
E as palavras,que ficam em cinzas
Das aldeias vazias, pessoas perdidas
Da serra vazia sem alma
Fragas sem vida, caminho sem agua
Sem alma, sem história
Noites de choro que gritam de pranto
Dor e lamento, gritam de alento.
Que gemem ao vento, sentem amor
Sentem paixão, nas noites desertas
Vazias e certas da escuridão
Ficam sozinhas de dor e lamento.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca