sexta-feira, 9 de agosto de 2013

"HORAS DE ESPERA"

 "HORAS DE ESPERA"

A esperança de espera
Das horas mortas
Sem tempo, incertas, curvadas
Planícies, torturadas
Sangrentas, revoltadas
Puras gritam a Deus a pedir a bênção
Horas mortas, sem água, sem sede
Morrem na fonte
Sagrada cristalina, gotas de orvalho
Manhãs altas, sombrias
Sol ardente, das giestas, pelas estradas
Horas mortas gritam de dor
Escuro na noite, curvadas, torturadas
Sangrentas, revoltadas
Que gritam a Deus o perdão
Horas mortas de dor, solidão
Vivem no escuro da noite
Que pedem a Deus piedade e compaixão.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca