domingo, 28 de julho de 2013

RIO SABOR

 RIO SABOR

Rio selvagem, rio Sabor.
Corre lentamente e devagarinho
As águas do rio, pelos vales
Montanhas, lameiros, entre giestas e choupos
Correm como as almas, que sentem a escuridão
Nas águas geladas do rio
As mulheres que choram, de dor e saudade
Que querem sair da escuridão e da solidão
Corre lento e devagarinho, o rio selvagem e puro
Com as dores daqueles, que sentem a perda de alguém.
Corre o rio entre as fragas e pedras
Com o sofrimento, daqueles que não conseguem, sair do seu leito
que ficam nas margens, com o frio e triste
Estão as  almas,que ninguém as quer, sozinhas abandonadas
Neste rio, que corre lento e devagarinho
Com a saudade dos vivos e dos que partiram para longe
Ficaram sozinhas as almas, na água pura e fresca do rio
Que corre lento e devagarinho.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca