terça-feira, 16 de julho de 2013

NOITES MAIS NOITES

 NOITES MAIS NOITES

Noites de choro, noites de amor
Que ficam desertas que gritam de dor
De lamento, de pranto
Que deixam saudade, como uma prece
 


Do medo das noites escuras, vazias, sozinhas
Onde dispersam e habitam as almas
E as palavras, que ficam em cinzas
 
Das aldeias vazias, pessoas perdidas



Da serra vazia sem alma
Fragas sem vida, caminho sem agua
Sem alma, sem história
Noites de choro que gritam de pranto
Dor e lamento, gritam de alento
 

Que gemem ao vento, sentem amor
Sentem paixão, nas noites desertas
Vazias e certas da escuridão

Ficam sozinhas de dor e lamento.
 

Isabel Morais Ribeiro Fonseca.