MELHORES ANOS VIVIDOS
Cobre-lhe de lápides todas as dores
Que traz em si no obscuro
Sal do rosto em verbo
Palavras no areal já eternizadas.
Beija a saudade, coração gelado
Que se deita na terra, noite perpétua
Na estrada sem fim dum recomeço.
Auto flagelo em vão pensamento
Que incendeia a amargura do dia
Para nunca esquecer que sofreu.
Nesta terra de calvário
Dos seus melhores anos vividos.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca








